Rastejando em círculos, aspirando o pó do tédio, condenando a vida, pelas mentiras que vagam por entre as vastas ruas desse sanatório medíocre
num trajeto já conhecido
e sem sentido.
Devo ser uma protuberância, acidentalmente proliferada, como tudo no universo...
Deveria eu ser uma forçada continuação
de alguém que já viveu nessa terra, na qual não era pra ser de ninguém, porém, mesmo se não me convém, nasci dentro de uma civilização,
e nesse delírio social, estou eu, em vão...
(gabí)
21 março 2007
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