[Divagações]
(André Díspore Cacian)
Como dizem pouco as palavras.....
.....No exprimir qualquer profundeza
Entre o meu pensar e o teu entender.....
.....Entre o meu dizer e o teu ouvir
Jaz eterno o abismo do erro....
(André Díspore Cacian)
Como dizem pouco as palavras.....
.....No exprimir qualquer profundeza
Entre o meu pensar e o teu entender.....
.....Entre o meu dizer e o teu ouvir
Jaz eterno o abismo do erro....
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'(A vida humana é uma vidraça estilhaçada, cujos cacos estão envoltos por um negro e macio veludo, embebido em um veneno adocicado)'.
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'Os humanos percorrem a estrada do destino como se fossem bonecos de cera marchando em direçao ao fogo...'
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"Gosto dos venenos mais lentos... Das bebidas mais fortes... Das drogas mais poderosas... Dos cafés mais amargos... Tenho um apetite voraz.. E os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí? Eu adoro voar!"
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O Festival de Teatro de Floripa acaba hoje, infelizmente, mas devo dizer que adorei as poucas peças que pude assistir. Ontem fui a udesc, assistir ao ‘Circuito 3 em 1’, peças dos acadêmicos.
“Amazônia”
A vingança da feminina natureza contra o masculino capital.
Uma mulher que não aceita a traição e resolve através do sacrifício do seu amante provar que o pior analfabeto é o analfabeto político. E, graças a ele (o analfabeto político) a Amazônia é desmatada e o mundo atônito assiste ao aquecimento global.
A origem dramatúrgica de Amazônia é a apropriação de um texto literário e outro jornalístico. A montagem segue os bons ensinamentos do teatro épico, em direção a uma tendência atual, trabalhando com não atores, corpos desviantes.
Nos informa da situação atual da floresta, cujo desmatamento cresce a cada ano e hoje,
42 % do território já está ocupado por seres humanos! E o principal problema é a contínua exploração e desmatamento ilegal das árvores, para as indústrias madeireiras. Pessoas que nem se importam sequer com o reflorestamento!
O espetáculo ‘Amazônia’ é um grito dos que desejam um basta a tanta insensatez. É uma forma de tentar tocar a alma de todo romântico que tem fé na utopia de um mundo melhor.
“Aquele que diz sim e aquele que diz não”
Com a atuação e direção de Volmir Cordeiro, e a sonoplastia feita pela Gisele Lamb, que tocava uma gaita sinfônica. Eu nem sabia que esses dois eram artistas! =P A interpretação monologa do Volmir foi muito boa. =)
“Palavras, palavras, palavras”
Três macacos enjaulados são submetidos à um experimento cientifico onde devem reproduzir a obra Hamlet, mesmo sem demonstrar o menor conhecimento sobre ela, questionando o real sentido de fazê-lo. Esse texto de autoria do americano David Ives, aborda com ironia um real experimento cientifico realizado na Europa, onde um grupo de cientistas acreditava que chipanzés fechados em uma biblioteca acabariam por reproduzir, num período indeterminado, uma das obras ali contidas.
Mais do que ironizar esse experimento, Ives coloca em cena macacos vivendo situações de submissão. Nessa montagem, os macacos estão em uma Caixa de Skinner, invento utilizado para testar a psicologia dos animais, condicionando-os a realização de determinadas atividades, mediante recompensa. Essa metáfora é trazida a cena e reflete a condição humana em diversos segmentos como sistema capitalista, a hierarquia política, as relações de poder e o universo acadêmico e intelectual.
Na peça, os chipanzés não entendem porque estão ali, não conseguem escrever nada mais que ‘ratatatatatatata’, ganham amendoins e cigarros de presente quando estão tendo crises de sufoco. E por final, um deles termina conformado com a sua condição, e tentando fazer o que eles querem. Outro termina com raiva e tentando descobrir um modo de se vingar. E outro termina louco.
È muito massa! E vale a pena ir lá assistir, hoje é o ultimo dia, e começa as 23:30hrs.
Quando sonhamos com nossa identidade, devemos pensar que temos partículas que nasceram no despertar do universo. Temos átomos de carbono que se formaram em sóis anteriores ao nosso, pelo encontro de três núcleos de hélio que se constituíram em moléculas e neuromoléculas na terra. Somos todos filhos do cosmos, mas nos transformamos em estranhos através de nosso conhecimento e de nossa cultura.
Pra não vivermos sós... nós vivemos com um cão
Nos cercamos de rosas ou vivemos com uma cruz
Pra não vivermos sós... interpretamos um personagem
Amamos uma lembrança, uma sombra, qualquer coisa
Pra não vivermos sós, vivemos a primavera
E quando ela se vai, esperamos pela próxima
Pra não vivermos sós, eu te amo e te espero
Assim tenho a ilusão de não viver só
Para não viverem sós
Algumas garotas amam garotas
E alguns rapazes casam-se com outros
Para não viverem sós, alguns têm filhos,
crianças que estão sós, como todas as crianças...
Para não vivermos sós, construímos catedrais
Onde os solitários procuram-se numa estrela
Para não vivermos sós, eu te amo e te espero
Assim tenho a ilusão que não sou tão só...
OITO MULHERES de François Ozon
A interpretação do elenco é ótima...