Poesias nuas, poesias cruas, poesias minhas, poesias suas!

Recordo-me...Recordo-me... Recordo.
Mas recordo o quê, precisamente?
Se todos os sentimentos se desintegram e todas as vivências são metamorfoses...
Vejo a todos, poeira cósmica tão fina, cristais líquidos fundidos, caleidoscópios.
O bem e o mal. O zero e o absoluto. Os rostos sorrindo congelados, e os mortos como se não vivessem morrendo...
Nasci a um sábado, numa madrugada glacial. E só julgo recordar-me por me terem recordado, com palavras logo diluídas no imenso caldo apocalíptico,
que é não haver memórias, mas apenas impressões...
(autor disconhecido)

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