O assomo imerso no torpor profundo...
Passei três semanas longe de casa, e nao senti falta de nada!
Ultimamente nao tenho me apegado nem mais à amigo nenhum, estou acustumada com a ausência deles.
Eles sempre estão ausentes...
eles, quem?
...
Ah! eu tenho tantos amigos...
[quando eles são aquelas criaturas do passado,
que já estiveram comigo
agora, mesmo que eu tenha me machucado,
com a irrazão complexa de um ser humano magoado
e ninguém tenha notado...
no meu peito ainda continua o abrigo...
[Assim que aprendi a ver
que não convém sofrer
por qualquer que seja o ser...]
Nem tampouco depender...
Mas então
tenho me encotrado
num conforto interno
algo sacia meu vácuo perturbante
num bem estar, numa eufonia
e QUEBRA tamanha fobia
de sentimentalismo que eu supostamente teria
quando nao queria
tal sina, de estar presa, à alguém
E agora me encontro na fadiga de um animal encasquetado
com a sua condiçao
de nao agir
perante ao assombroso modo com o qual se encontra
cujo corpo NÃO se permite mais
em ser sozinho, e desprendido
pois agora, sente falta
de um outro corpo, dum' ser
(que surgiu
do nada...
e não vai embora
nunca..
porque
nao dá....
E o que é
viver para abastecer...
o natural vício do jeito humano de ser...
E que graça tem...
estar em casa, estar bem
mas estar sem
Que graça tem...?
(gabí)
